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Justiça manda soltar funcionário de hospital suspeito de suposto estupro em Montanha

Justiça manda soltar funcionário de hospital suspeito de suposto estupro em Montanha

Funcionário de hospital havia sido preso em investigação de suposto crime sexual em Montanha (Crédito: Leitor)

A Justiça determinou, nesta quarta-feira (27), a soltura de Ítalo Santana Porto, de 32 anos, auxiliar de serviços gerais, preso na tarde de segunda-feira (25) no Hospital Maternidade Nossa Senhora Aparecida, em Montanha, no Norte do Espírito Santo.

Ele havia sido detido em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Única da cidade, sob acusações de violência psicológica, estupro e tentativa de homicídio. Segundo o site ‘A Gazeta, tanto a ordem de prisão quanto a decisão de soltura, tomada durante a audiência de custódia, foram proferidas pelo juiz Helthon Neves Farias, em uma reviravolta no próprio entendimento.

Na decisão em que revoga a prisão preventiva, o magistrado diz que “embora as acusações sejam graves, as manifestações orais e os documentos juntados trouxeram novos elementos que relativizam a necessidade da prisão preventiva no momento”, e cita “a primariedade do custodiado e sua condição de trabalhador com vínculo empregatício, endereço fixo e família constituída”.

O juiz detalha que “foram juntados, ainda, novos documentos que sugerem contradições e até situações envolvendo a vítima, que indicam certo interesse desta em perseguir o custodiado, sendo, portanto, capazes de suscitar dúvidas quanto à efetiva configuração de risco iminente ou persistente. Assim, a simples dúvida acerca da necessidade de manutenção da prisão do acusado é suficiente para conceder sua liberdade”, diz o juiz Helthon Neves Farias.

Com isso, o juiz determinou a soltura do suspeito, que deverá cumprir duas medidas cautelares: proibição de manter contato, por qualquer meio, com a vítima e proibição de se aproximar dela, devendo manter uma distância mínima de 200 metros.

O advogado do suspeito, Arthur Borges Sampaio, disse que “desde o primeiro momento sustentou quanto à fragilidade das acusações” e que “não ficará pedra sobre pedra” sobre o que chamou de “sanha inquisitória por parte de quem atropela o devido processo legal em um punitivismo pessoal à revelia da lei”.

(Fonte: A Gazeta)

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