A Federação das indústrias do Espírito Sasnto (FINDES), juntamente com o ES em Ação, a Rede Empresarial e o Fórum das Entidades e Federações (FEF), inicia a partir desta segunda-feira (27) o projeto Ciclo Eleitoral 2026, um movimento dedicado a estimular o debate e a mobilização da sociedade capixaba para as eleições de outubro, para a divulgação de uma agenda que inclui o planejamento de longo prazo, a estabilidade institucional e o desenvolvimento sustentável do Estado.
O posicionamento deverá ser debatido com toda a sociedade e reflete as discussões das organizações que integram o Fórum de Entidades e Federações do Espírito Santo (FEF-ES): as Federações das Indústrias, do Comércio, da Agricultura e dos Transportes e o ES em Ação. Juntas, essas entidades representam o setor empreendedor do Estado, gerando diretamente mais de 730 mil empregos.
O objetivo da mobilização é contribuir para um debate público qualificado, baseado em propostas, evidências e compromissos com o futuro do Estado.
O Ciclo Eleitoral prevê diversas ações de comunicação e diálogo com a sociedade e com os candidatos às eleições de outubro, ao longo das próximas semanas, com agendas presenciais e publicações na imprensa e nas redes sociais.
As ações incluem a publicação de artigos de opinião, entrevistas com especialistas e lideranças, podcasts, divulgação nas redes nos perfis das entidades participantes e outras iniciativas voltadas à reflexão sobre os principais desafios e oportunidades do Espírito Santo.
Confira o manifesto na íntegra:
Desenvolvimento, planejamento e qualidade de vida para as próximas gerações
O Espírito Santo aprendeu, nas últimas décadas, que desenvolvimento não acontece por acaso. Ele é resultado de escolhas coletivas, compromisso institucional e capacidade de planejamento.
A nossa história recente é uma história de mobilização e superação que precisa ser relembrada sempre, em benefício das futuras gerações.
O Estado passou por uma profunda crise institucional há cerca de 30 anos e se recuperou a partir de 2002, com a mobilização da sociedade organizada, de lideranças políticas, empresariais e religiosas, focadas em restabelecer a normalidade democrática. Dessa mobilização nasceram e se fortaleceram instituições comprometidas com o desenvolvimento do Espírito Santo, entre elas o Movimento Empresarial Espírito Santo – ES em Ação e o Fórum de Entidades e Federações – FEF.
É importante relembrar que, naquele tempo, estivemos à beira de uma intervenção federal, em função da degradação de nossas instituições. Essa época, felizmente, passou.
Aquele Estado que viveu uma grave crise representa hoje, após sucessivos governos, um modelo nacional de planejamento e gestão fiscal, com investimentos públicos em infraestrutura e em políticas sociais, alcançando melhoria em todos os indicadores de educação, saúde, segurança e qualidade de vida.
A mobilização da sociedade deu certo. Hoje somos uma referência para o Brasil. Chegamos até aqui priorizando estabilidade institucional, continuidade em políticas de Estado e visão suprapartidária.
Esse ciclo histórico chega agora a um marco nas eleições de outubro, e é preciso saber valorizar as nossas conquistas, para garantir o desenvolvimento do Espírito Santo e o bem-estar da população nos próximos anos.
Atualmente, o Estado funciona com base em um planejamento estratégico de longo prazo, em processo iniciado com o ES 2025, que evoluiu para o ES 2030 e hoje é norteado pelo Plano ES 500 Anos, com governança prevista na Lei Estadual nº 12.375/2025.
A governança do plano prevê a participação de representantes do setor produtivo, do setor público, da sociedade civil e da academia, contemplando instituições como o ES em Ação, as Federações das Indústrias e do Comércio, o Instituto Jones dos Santos Neves, Ufes e Ifes, além do próprio governo do Estado, Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Ministério Público e organizações do terceiro setor, entre outros.
A construção desse planejamento envolveu uma ampla mobilização social: foram ouvidas, ao todo, cerca de 1,7 mil pessoas de 230 instituições, garantindo legitimidade, pluralidade e credibilidade ao processo.
É essa interação entre diversos setores, com base no diálogo e na transparência, que assegura um ambiente favorável aos negócios, atraindo investimentos e gerando empregos e oportunidades para os capixabas, num cenário promissor para os próximos anos.
Mas esse cenário não está contratado: ele é uma construção diária.
Por isso, o setor produtivo capixaba, representado pelo Fórum de Entidades e Federações (FEF) – que reúne as principais entidades representativas do setor empreendedor do Estado, como as Federações das Indústrias (FINDES), do Comércio, Serviços e Turismo (FECOMÉRCIO), de Transportes (FETRANSPORTE), da Agricultura e Pecuária (FAES) e o ES em Ação – vem a público apresentar sete pilares que considera fundamentais para o debate eleitoral, para serem assumidos como compromisso pelas lideranças eleitas, contribuindo para a construção de uma agenda de desenvolvimento para o Espírito Santo.
São eles:
Esperamos, com esse posicionamento, contribuir para um debate público qualificado no processo eleitoral, mirando sempre a estabilidade institucional e o desenvolvimento econômico e social, em benefício da melhoria de vida da população.
Convidamos as demais entidades comprometidas com o desenvolvimento do Estado e toda a sociedade capixaba a participar desse debate. As eleições são uma oportunidade para refletirmos sobre o futuro que queremos construir e sobre o compromisso de preservar e aperfeiçoar as conquistas alcançadas pelo Espírito Santo. O desenvolvimento é uma construção coletiva e permanente, que depende da participação consciente de cada cidadão.