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Sesa recebe secretária Nacional de Vigilância para discutir ações de enfrentamento das arboviroses

Sesa recebe secretária Nacional de Vigilância para discutir ações de enfrentamento das arboviroses

Foram tratadas as ações voltadas para a implementação de novas tecnologias de controle vetorial contra o Aedes aegypti

A atuação conjunta entre a Secretaria da Saúde (Sesa) e o Ministério da Saúde no enfrentamento às arboviroses como dengue, chikungunya, Zika e a Oropouche, e tratar das ações de combate ao Aedes aegypti e ao inseto Maruim foram tema do encontro nessa segunda-feira (13) na Sesa, em Vitória. A reunião, que teve como foco principal as ações voltadas à dengue e ao Oropouche, contou com a presença do secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, e da secretária Nacional de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel.

Segundo Hoffmann, o cenário capixaba, em especial da dengue, que vem de dois anos consecutivos de alta de casos, e o aumento no número de casos positivos para a Oropouche, reforçam a manutenção de ações e a implementação de novas estratégias.

“O Espírito Santo concentra cerca de 90% dos casos de Oropouche do País e estamos no Verão, com altas temperaturas e dias chuvosos, que auxiliam na proliferação do Aedes aegypti. Receber o Ministério da Saúde reforça a parceria que devemos manter a fim de continuar trabalhando juntos para levar uma saúde de qualidade e prevenção para as pessoas, envolvendo os municípios e a sociedade civil organizada também”, destacou o secretário.

Durante o encontro, foram tratadas as ações voltadas para a implementação de novas tecnologias de controle vetorial contra o Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e Zika, como a de aplicação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), que é utilizada para combater o mosquito adulto e já acontece em 15 municípios capixabas; o uso de armadilhas do tipo ovitrampa; a aplicação de larvicidas em depósitos que não podem ser eliminados. Discutiu-se também como o uso da Wolbachia, uma bactéria que infecta o mosquito e o torna estéril. Entretanto, algumas dessas tecnologias ainda não estão disponíveis em escala operacional para todos os estados e municípios.

Outras ações de enfrentamento à dengue foram em relação à conscientização da população, com estratégias de educação e saúde. Esta ação é importante para o enfrentamento do Oropouche, uma vez que não há controle químico. Saiba mais sobre a Febre do Oropouche aqui.

A secretária Nacional de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, destacou a parceria entre as esferas políticas para esse processo. “É muito importante estarmos fazendo ações combinadas com a Sesa, principalmente neste momento que tivemos a mudança de muitos gestores municipais que foram eleitos, novos prefeitos e prefeitas, que acabam mudando suas equipes e isso faz com que tenhamos uma diminuição dessas ações voltadas às arboviroses. É muito importante a liderança do secretário para que nós possamos juntos diminuir os casos, principalmente reduzir os óbitos, que é uma grande missão da Sesa, dos municípios e do Ministério da Saúde”, disse Ethel Maciel.

Além das ações de enfrentamento ao vetor, os profissionais abordaram também questões sobre o manejo do paciente com dengue ou Oropouche na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) a fim de estruturar estratégias ainda mais eficazes e preparar o SUS para atender aos possíveis aumentos no número de casos graves. Uma dessas ações é a ampliação de capacitações a serem ofertadas aos profissionais de saúde e também o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS).

O encontro contou ainda com a presença do superintendente Estadual do Ministério da Saúde no Espírito Santo, Luiz Carlos Reblin; o subsecretário de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso; e o diretor do Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen/ES), Rodrigo Ribeiro Rodrigues.

 

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