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Setor produtivo do ES alerta para impacto econômico de julgamento do STF sobre royalties do petróleo

Setor produtivo do ES alerta para impacto econômico de julgamento do STF sobre royalties do petróleo

A entidade argumenta que os royalties têm natureza compensatória, prevista na Constituição, justamente para mitigar os impactos da atividade nos estados produtores (Imagem/AGU)
A poucos dias do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode alterar a distribuição dos royalties do petróleo no país, o setor produtivo do Espírito Santo acende um alerta para os impactos diretos na economia estadual. A análise está marcada para 6 de maio e pode redefinir o volume de recursos destinados aos estados produtores.
 
O Fórum de Entidades e Federações do Espírito Santo (FEF), que reúne representantes da indústria (FINDES), comércio e serviços (FECOMÉRCIO), agricultura (FAES) e transporte (FETRANSPORTES), além do ES EM AÇÃO, defende a inconstitucionalidade da Lei nº 12.734/2012 e pede a manutenção das regras atuais. A avaliação é de que mudanças na distribuição podem reduzir receitas e comprometer investimentos públicos no Estado.
 
Dados do OBSERVATÓRIO FINDES mostram o peso do setor de petróleo e gás na economia capixaba: a atividade responde por 5,1% do PIB, representa 21,4% da indústria estadual e gera mais de 17 mil empregos formais. Para o Fórum, uma eventual perda de receitas pode afetar diretamente áreas como infraestrutura, serviços públicos e geração de oportunidades.
 
A entidade argumenta que os royalties têm natureza compensatória, prevista na Constituição, justamente para mitigar os impactos da atividade nos estados produtores. Na avaliação do FEF, a redistribuição proposta pela legislação em análise rompe esse princípio ao desvincular receitas dos territórios que concentram os riscos e custos da exploração.
 
Outro ponto levantado é o possível efeito sobre o ambiente de negócios. Segundo o Fórum, mudanças nas regras podem gerar insegurança jurídica e desestimular investimentos na cadeia de petróleo e gás — setor considerado estratégico para o desenvolvimento do Estado e do país.
 
O Espírito Santo também é citado como exemplo de uso responsável desses recursos. A criação do Fundo Soberano estadual é apontada como iniciativa que transforma receitas do petróleo em desenvolvimento de longo prazo, com foco em diversificação econômica e sustentabilidade fiscal.
 
Diante desse cenário, o FEF reforça a importância do diálogo institucional e do acompanhamento do tema junto ao Supremo Tribunal Federal, em defesa da manutenção do modelo atual de distribuição. Para o setor produtivo, a decisão da Corte terá impacto direto não apenas na arrecadação, mas também no ritmo de crescimento econômico e na capacidade de investimento do Espírito Santo.

Confira o posicionamento na íntegra: https://findes.online/posicionamentofef 

(Por Anderson Barollo)

 

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