O Espírito Santo terá até R$ 890 milhões para investir na infraestrutura da malha rodoviária estadual. O financiamento foi contratado pelo governo capixaba junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e prevê recursos para implantação, pavimentação, recuperação e reabilitação de rodovias.
Os recursos do BNDES Invest Impacto correspondem à parcela destinada à infraestrutura rodoviária de uma operação de R$ 1,4 bilhão aprovada pelo banco em 2025, que também contempla investimentos em drenagem e contenção de encostas. A participação do BNDES poderá chegar a 90% dos investimentos vinculados ao subcrédito rodoviário, enquanto o Estado deverá entrar com uma contrapartida de R$ 99 milhões.
Segundo o banco, as obras têm como objetivos melhorar as condições de tráfego e a segurança viária, ampliar a conexão entre os municípios e facilitar o transporte de passageiros e cargas. “O financiamento é voltado à melhoria da infraestrutura rodoviária estadual, com possibilidade de apoiar intervenções de implantação, pavimentação, recuperação e reabilitação de vias. A expectativa é contribuir para melhores condições de trafegabilidade, segurança viária e conectividade entre os municípios”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
O plano apresentado pelo Estado reúne, como referência, intervenções em aproximadamente 217 quilômetros de rodovias estaduais, distribuídos entre a Região Metropolitana da Grande Vitória e municípios do interior. Entre as localidades indicadas estão Divino de São Lourenço, na região de Alegre, e Pancas, na região de Colatina.
A previsão é que cerca de metade das intervenções seja destinada à implantação e pavimentação de rodovias, enquanto a outra parcela deverá contemplar a recuperação estrutural de trechos já asfaltados. Atualmente, a malha rodoviária estadual possui 6.513 quilômetros, dos quais 4.070 quilômetros são pavimentados.
Como a operação foi estruturada na modalidade de apoio a um plano de investimentos, os trechos que receberão os recursos ainda não foram definidos, mesmo com a contratação do financiamento.
O Estado deverá apresentar ao BNDES o detalhamento de cada projeto, que passará por análises técnicas, jurídicas e socioambientais antes da destinação dos recursos. As obras poderão atender demandas relacionadas à conectividade territorial, ao escoamento da produção e à integração entre municípios e regiões.
(Por Letícia Arcanjo)