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Setor de rochas bate recorde histórico

Setor de rochas bate recorde histórico

Alavancado pelo ES, que concentra quase 80% das exportações nacionais, o segmento de Rochas Naturais registrou alta de 14,2% no preço médio (Foto: Next Editorial)

O setor de rochas naturais no Brasil, quarto maior produtor global de pedras naturais, registrou crescimento consistente nas exportações nos últimos anos, com mármores, granitos e quartzitos brasileiros conquistando espaço em mercados como Estados Unidos, Europa e Ásia.

A China lidera as exportações de rochas naturais no mundo, com receita de US$ 4,12 bilhões em 2024. Em seguida, surgem a Itália (US$ 2,29 bilhões) e a Turquia (US$ 2,21 bilhões). No período, o Brasil ocupou a quinta colocação, totalizando US$ 1,26 bilhão.

Liderado pelo Espírito Santo, em 2025 o setor de rochas brasileiro ampliou a presença internacional e bateu recorde de exportações, com faturamento de US$ 1,48 bilhão, segundo dados do Comex Stat, sistema oficial do Governo Federal para extração das estatísticas do comércio exterior brasileiro.

Esse foi o melhor resultado do país até o momento, superando o ano anterior, quando faturou US$ 1,26 bilhão. Devido ao crescimento, a meta da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) é bater US$ 3 bilhões em exportações até 2030.

Em 2025, o Espírito Santo foi responsável por quase 80% das exportações brasileiras no setor, respondendo com US$ 1,164 bilhão em exportações no acumulado do ano. Para se ter uma ideia da dimensão disso, Minas Gerais, que em 2025 figurou como o segundo maior exportador de pedras naturais do país, apresentou 9,1% de participação. O Ceará, na terceira posição, obteve market share de 7,4% no acumulado.

Nesse mercado, o estado se consolidou como a maior rede de beneficiamento de rochas do Hemisfério Sul. Para além disso, é referência em exportação, inovação tecnológica e articulação internacional do setor.

O segmento de rochas capixaba apresenta uma economia capilarizada que sustenta milhares de empregos qualificados. Cidades como Serra, Cachoeiro de Itapemirim, Barra de São Francisco, Castelo e Colatina não apenas sobrevivem, mas prosperam a partir dessa fatia de mercado.

Resultado de registros históricos em vendas externas – Brasil

  • 2016: US$ 1,139 bilhão — -5,9%
  • 2017: US$ 1,108 bilhão — -2,7%
  • 2018: US$ 993 milhões — -10,4%
  • 2019: US$ 1,017 bilhão — 2,4%
  • 2020: US$ 991 milhões — -2,6%
  • 2021: US$ 1,340 bilhão — 35,3%
  • 2022: US$ 1,294 bilhão — -3,4%
  • 2023: US$ 1,122 bilhão — -13,3%
  • 2024: US$ 1,264 bilhão — 12,7%
  • 2025: US$ 1,485 bilhão — 7,5%

Fonte: Comex Stat.

Os resultados demonstram a relevância dessa cadeia produtiva para a economia. De acordo com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento (Sedes), atualmente o setor de rochas naturais no Espírito Santo é responsável por investimentos acumulados superiores a R$ 12 bilhões.

Essa matéria é uma republicação da edição 235 da Revista ES Brasil – Anuário Verde. Confira a edição digital completa aqui.

(Por Amanda Amaral)

 

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