A receita gerada pelo turismo no Espírito Santo cresceu 12,2% no acumulado de quatro trimestres. Na mesma comparação, o crescimento foi superior ao desempenho do Brasil (+9,5%) e do Sudeste (+9,1).
Os dados foram apresentados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e pela Secretaria do Turismo (Setur) e fazem parte da publicação do Boletim Economia do Turismo – 2º trimestre de 2026, elaborada pela Coordenação de Estudos Econômicos do IJSN.
A atividade turística no Estado cresceu em todas as bases comparativas, com alta de 3,9%(na comparação entre o 2º trimestre deste ano e o de 2025). Também obteve alta de 2,6% no acumulado do ano e de 2,9% nos últimos 12 meses. A estruturação de políticas públicas, qualificação do setor, campanhas de promoção e eventos de mercado, como a ES Tour, por exemplo, foram apontados como motivadores do ciclo de crescimento do turismo no Estado.
“Temos um mercado de trabalho aquecido e políticas públicas que foram implantadas ao longo do tempo, e agora estão mostrando resultados. O Governo do Estado está investindo na qualificação do setor turístico. Já foi entregue o Plano de Marketing do Turismo, temos as campanhas de divulgação do Estado para fora do Brasil. Recentemente, vários operadores de viagem compareceram à ES Tour, uma feira de turismo no Espírito Santo”, explicou Antônio Ricardo Freislebem da Rocha, diretor-presidente do IJSN.
O secretário de Estado do Turismo, Luciano Machado, reforçou a importância da ES Tour. “Tivemos mais de 500 agentes de viagens do Brasil inteiro no Estado, mais de 20 operadores das maiores empresas do país e veio gente até da Argentina. Também passamos a receber turistas de outros países como Estados Unidos, Portugal, Itália, Venezuela, Chile”, pontou.
Com relação ao mercado de trabalho, o setor turístico respondeu por 8,1% do total de ocupados do Estado (aproximadamente 169 mil pessoas). O segmento de Alimentação concentra mais da metade dos empregos, mas apresentando informalidade em 43%. O salário médio no setor atingiu R$ 3.486, aproximando-se da média dos demais setores da economia (R$ 3.510).
“A nossa taxa de desocupação no 2º trimestre fechou em 2,3%. É a menor da nossa série histórica. E Brasil, por exemplo, tem 5,4% ainda, também é a menor da série histórica, mas é quase o dobro da nossa. Na minha análise, o principal motivo para esse bom desempenho da atividade turística no Estado nesse trimestre, foi o mercado de trabalho aquecido”, disse Rocha.
(Por Amanda Amaral)