A Santa Maria Participações, holding do Grupo Santa Maria voltada ao setor de energia, vai investir R$ 60 milhões na construção da Hidrelétrica KM 47, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. O empreendimento será instalado na Fazenda Quilômetro 47, no distrito de Nestor Gomes.
O projeto terá potência instalada de aproximadamente 5 megawatts (MW), estando no grupo das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Segundo Aurelien Maudonnet, CEO da Santa Maria Participações, a expectativa é que a construção comece no primeiro trimestre de 2027 e seja concluída em aproximadamente dois anos.
De acordo com o CEO, o cronograma definitivo ainda depende da obtenção das licenças e outorgas necessárias para a instalação do empreendimento. Atualmente, o projeto da Hidrelétrica km 47 já conta com licença prévia municipal e licença prévia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).Durante o período de obras, a estimativa é de geração de até 300 empregos diretos e indiretos.
De acordo com Aurelien Maudonnet, o investimento está sendo desenvolvido inicialmente com capital próprio, a empresa, porém, avalia a entrada de investidores minoritários e a contratação de financiamento para viabilizar o empreendimento. “A perspectiva é começar os primeiros aportes com capital próprio, mas não descartamos receber recursos de investidores minoritários. A Santa Maria pretende permanecer majoritária no empreendimento e também captar recursos por meio de financiamento”, explica.
O CEO explica ainda que a energia produzida pela usina deverá ser comercializada no mercado ou por meio de leilão de energia incentivada, sendo que a comercialização poderá ser feita pela Santa Maria Energia, empresa do grupo que atua nesse segmento.
Maudonnet explica que o novo empreendimento é relevante para a estratégia da empresa por ampliar a participação da geração hidrelétrica no portfólio. Atualmente, a Santa Maria Participações possui cerca de 50 MW de potência instalada.
Desse total, aproximadamente 40 MW são provenientes de hidrelétricas e 10 MW de geração solar. Com 5 MW, a nova usina representará cerca de 10% da potência atualmente instalada pelo grupo no segmento de geração.
“Esse é o nosso segundo investimento na região, depois da usina solar fotovoltaica. Isso também representa uma questão hídrica importante, porque é um município que sofre pela captação de água. Então, esse empreendimento pode ajudar nesse sentido, além, obviamente, do desenvolvimento econômico e sustentável do município, pela criação de valor e de emprego”, pontua.
(Por Letícia Arcanjo)