Lama no Rio Doce: MPES faz buscas em Baixo Guandu e Aimorés e mira fraude em indenizações

Lama no Rio Doce: MPES faz buscas em Baixo Guandu e Aimorés e mira fraude em indenizações

Ação mira fraudes em indenizações da Fundação Renova via Sistema Novel, criado para compensar atingidos pelo rompimento da barragem em Mariana (Crédito/MPES)

O Ministério Público (MPES) foi às ruas nesta quinta-feira (12), cumprir quatro ordens de busca e apreensãoem Baixo Guandu, no Noroeste do Espírito Santo, e Aimorés, no Leste Minas Gerais, na quarta fase da “Operação Abutres”, que mira supostas fraudes em solicitações de indenização encaminhadas à Fundação Renova, por meio do Sistema Indenizatório Simplificado (NOVEL), mecanismo criado para compensar pessoas atingidas pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco, ocorrido em Mariana (MG).

Imagem da operação desta quinta-feira (12) (Crédito: MPES)

A operação ocorreu com a ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO-Norte), com o apoio da Assessoria Militar do MPES e do GAECO do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O processo corre em segredo de Justiça.

“Nesta fase, não houve decretação de prisões. O objetivo é apreender documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das apurações. A operação é conduzida por Promotores de Justiça e integrantes do GAECO-Norte, com o apoio de 16 agentes da Agência de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, além de membros e agentes do GAECO de Ipatinga (MG) e de guarnições militares locais”, informou o MP.

Imagem da operação desta quinta-feira (12) (Crédito/MPES)

A primeira fase da Operação Abutres foi deflagrada em setembro de 2023. Na ocasião, o MPES fez buscas em endereços de suspeitos e ninguém foi preso. Em janeiro de 2025, foi realizada a segunda fase da operação, que desde o início foca em Baixo Guandu e Aimorés. Na época, o MPES disse que a operação tinha o “objetivo de apreender documentos, computadores, mídias e outros equipamentos que contribuam com as investigações”. A terceira fase da Abutres foi deflagrada em maio daquele ano, também com buscas e sem prisões. Nessa fase, foi apreendido em um dos endereços: R$ 12 mil em espécie e € 760,00 (R$ 4.841,20 na conversão atual), além de três cheques totalizando R$ 88 mil.

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