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Seca aumenta necessidade de irrigação nas lavouras do ES

Seca aumenta necessidade de irrigação nas lavouras do ES

Boletim do Incaper aponta redução das chuvas e temperaturas mais amenas, com impactos localizados na produção rural (Foto: Divulgação/Incaper)

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) divulgou uma nova edição do Boletim Agroclimático do Espírito Santo. A publicação reúne dados sobre as condições meteorológicas e a disponibilidade hídrica no Estado e analisa os efeitos do clima sobre as atividades agropecuárias.

Esta edição corresponde ao trimestre de abril a junho de 2026, que representa parte do outono no Espírito Santo. Entre os dados apresentados, o boletim mostra que o outono de 2026 foi marcado pela redução gradual das chuvas e por temperaturas mais amenas no Espírito Santo.  De acordo com o documento, a baixa precipitação provocou deficiência hídrica em quase todo o Estado, cenário que afetou principalmente as lavouras de sequeiro e aumentou a necessidade de irrigação.

Segundo o Incaper, o destaque da edição está no terceiro capítulo, que reúne o ponto de vista de atores envolvidos no meio rural capixaba sobre a influência do comportamento do clima no desenvolvimento das atividades agropecuárias. De acordo com a publicação, na produção agrícola, os impactos foram pouco significativos, principalmente em culturas irrigadas e em lavouras que estavam em fase de colheita, como o café. 

Em algumas regiões, a baixa precipitação e as temperaturas mais baixas contribuíram para a redução do desenvolvimento vegetativo, o aumento da demanda por irrigação e a ocorrência pontual de pragas e doenças. Os efeitos também foram observados em lavouras conduzidas em sistema de sequeiro.

Já na produção animal, o documento mostra que houve redução gradual da disponibilidade e da qualidade das pastagens ao longo do trimestre, com reflexos no ganho de peso dos animais e, pontualmente, na produção de leite. Ainda assim, os efeitos foram considerados condizentes com a sazonalidade, sem prejuízos significativos para as atividades pecuárias e avícolas.

A meteorologista do Incaper e uma das elaboradoras do boletim, Thábata de Freitas, explica que, em um cenário de maior variabilidade climática, como a ocorrência do fenômeno El Niño, o acompanhamento contínuo das condições meteorológicas e agroclimáticas é importânte para compreender como as mudanças no regime de chuvas e nas temperaturas podem repercutir sobre as atividades agropecuárias.

“O Boletim Agroclimático permite transformar esses dados em informações mais próximas da realidade do campo, evidenciando, por exemplo, situações de deficiência ou excedente hídrico e seus impactos sobre as culturas e a produção animal”, destaca.

(Fonte: ESBRASIL)

 

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