O Espírito Santo bateu novamente recorde na arrecadação municipal do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) em 2025, superando o ano anterior. No total, foram arrecadados R$ 441,3 milhões, crescimento de 7,2% na comparação com 2024.
As informações são da 32ª edição do anuário Finanças dos Municípios Capixabas, da Aequus Consultoria. O estudo observa houve crescimento na arrecadação do ITBI mesmo com a manutenção da taxa Selic em patamares elevados no ano passado.
O avanço foi sustentado pelo segmento de alta renda – menos dependente do financiamento tradicional, e pelos juros menores dos programas habitacionais, segundo anuário. Contudo, o crescimento em 2025, foi inferior ao de 2024, que obteve alta de 16,1%. Dados do Banco Central mostram que, no país, as aquisições de imóveis financiados recuaram 2,9% em 2025 — cerca de R$ 10 bilhões a menos, somando R$ 313,9 bilhões.
Vila Velha e Cariacica lideraram os avanços em valores absolutos, com aumento de R$ 9,9 milhões e R$ 7,1 milhões, respectivamente. Juntas, as cidades responderam por 57,8% do incremento estadual da arrecadação. A capital Vitória registrou leve recuo de 1,9% (R$ 2 milhões a menos) e Serra, terceira colocada no ranking estadual, teve queda de 1,6%.
O ITBI é responsável por 8% da receita dos municípios capixabas e por 1,7% da receita corrente. A economista e editora do anuário, Tânia Villela, explica que o ITBI segue sendo um termômetro do dinamismo imobiliário local e o resultado de 2025 mostra que, mesmo em um cenário de juros altos, o mercado capixaba manteve capacidade de gerar receita para os municípios.
Por incidir sobre transações imobiliárias, o imposto tende a ter maior peso nos orçamentos de municípios com amplo estoque de imóveis e forte valorização do setor. Em 2025, essa participação foi mais expressiva em Guarapari, Vila Velha e Vitória, como mostra a tabela abaixo.
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