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Fundo Rio Doce financia áreas protegidas no Espírito Santo

Fundo Rio Doce financia áreas protegidas no Espírito Santo

Fundo Rio Doce vai financiar ações em sete unidades de conservação ligadas ao Espírito Santo, com foco em biodiversidade, pesquisa e gestão ambiental (Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil)

Recursos do Fundo Rio Doce serão destinados a ações em sete unidades de conservação, com foco na proteção da biodiversidade, educação ambiental e fortalecimento da gestão. O projeto contempla áreas relacionadas ao Espírito Santo e integra as medidas de reparação dos impactos provocados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).

As iniciativas incluem educação ambiental, gestão participativa e integração com as comunidades do entorno, manejo de espécies e habitats, incentivo à pesquisa, inovação e extensão, monitoramento da biodiversidade, além de ações de uso público e visitação.

Moradores, populações tradicionais e extrativistas, turistas e visitantes, comunidades científicas e acadêmicas, empresas privadas e organizações do terceiro setor também estarão entre os públicos envolvidos.

“As unidades de conservação são espaços de conservação, mas também de encontro entre pessoas, natureza e desenvolvimento sustentável. Ao fortalecer sua gestão, este investimento aproxima a sociedade dessas áreas protegidas, impulsiona a integração regional e transforma a reparação ambiental em benefícios permanentes para a biodiversidade e para as comunidades”, disse o diretor do Departamento de Áreas Protegidas do MMA, Bernardo Issa.

Projeto terá participação da Ufes

Para executar as ações, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) firmou contrato com a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (Fest), fundação de apoio associada à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

A Fest será responsável pela gestão administrativa e financeira necessária à execução do projeto. A escolha considerou sua experiência em ações realizadas em unidades de conservação federais de diferentes regiões do país e, principalmente, o conhecimento sobre a região abrangida pelas medidas.

Reparação chega a áreas afetadas pelo Rio Doce

O rompimento da barragem de Fundão provocou o deslocamento de grande volume de rejeitos pela bacia do Rio Doce até a foz, causando impactos em municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo.

O Novo Acordo do Rio Doce, firmado no fim de 2024, estabeleceu novas responsabilidades para a reparação dos danos. Pelo acordo, a Samarco deverá desembolsar R$ 100 bilhões ao longo de 20 anos, enquanto o Poder Público ficará responsável pela execução da maior parte das ações.

Dos recursos previstos, R$ 49,1 bilhões serão destinados a medidas sob responsabilidade da União e deverão ser aportados no Fundo Rio Doce, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Embora o acordo liste apenas municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo como atingidos, o projeto também contempla unidades de conservação na costa sul da Bahia. A inclusão considera impactos no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos que já vinham sendo reconhecidos e estudados no modelo anterior de reparação.

Na época, o Comitê Interfederativo reunia órgãos públicos federais e estaduais e representantes dos municípios atingidos para definir diretrizes das ações de reparação.

(Por Thamiris / ESBRASIL)

 

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