Um pedreiro de 29 anos, que não teve o nome divulgado, morreu e outros dois trabalhadores ficaram feridos após a estrutura de um galpão em construção desabar na tarde de terça-feira (15), em uma fazenda na zona rural de Pedro Canário, no Norte do Espírito Santo.
Segundo a Polícia Militar, a corporação foi chamada para atender a uma ocorrência de acidente de trabalho e, no local, os policiais foram informados “que os trabalhadores estavam fixando o telhado de um galpão em construção quando a estrutura desabou, derrubando os indivíduos de uma altura de aproximadamente 11 metros. Três trabalhadores ficaram feridos. Um deles morreu no local. Outros dois funcionários foram socorridos por uma equipe do Samu/192 para o Hospital Estadual Roberto Silvares, em São Mateus”, e a perícia foi acionada.
O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado. “Um galpão pré-moldado, em fase de construção, desabou, vitimando três pessoas. Quando os bombeiros chegaram ao local, equipes do Samu já prestavam atendimento a duas vítimas, ambas do sexo masculino. Uma terceira vítima, um homem de 29 anos, estava sob os escombros, sem vida. Uma testemunha afirmou que as três vítimas estavam trabalhando na montagem do galpão, utilizando um caminhão munck, quando ouviram um forte barulho e a estrutura colapsou. Os bombeiros removeram os escombros mais pesados de cima do corpo da vítima e deixaram a cena aos cuidados da Polícia Militar, que permaneceu no local até a chegada da Polícia Científica”.
A Polícia Científica informou que a perícia foi acionada no início da noite desta terça-feira (15), às 17h59, e o corpo da vítima foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML), em Linhares, para ser necropsiado e, depois, liberado aos familiares.
A Polícia Civil informou que as circunstâncias do fato serão apuradas.
A reportagem tenta contato com a Bruto Construtora.
O advogado Daniel Calazans de Faria, disse “o produtor rural esclarece que contratou empresa especializada para a construção do galpão pré-moldado, responsável pelo fornecimento dos materiais, mão de obra, gerenciamento da execução e suporte operacional da obra”.
“No momento do ocorrido, o produtor rural não se encontrava no local e não participava da execução dos serviços. Assim que tomou conhecimento dos fatos, a prioridade foi o atendimento às vítimas. A assessoria jurídica da empresa contratada esteve no local para acompanhar a situação e colaborar com as providências necessárias”, informou o advogado.
A defesa do produtor informou que “as circunstâncias do ocorrido serão apuradas pelos órgãos competentes, com os quais o produtor permanece à disposição para colaborar. As questões técnicas relativas à execução da obra deverão ser esclarecidas pela empresa especializada responsável pelos serviços contratados.O produtor manifesta sua solidariedade às vítimas e aos seus familiares e, neste momento, considera prudente aguardar a apuração dos fatos”.
(Fonte: Rede Notícia)