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Ciclo de Comunicações comemora os 112 de fundação do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo

Ciclo de Comunicações comemora os 112 de fundação do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo

No dia 18 de julho de 1908 o presidente do Espírito Santo, Jerônimo Monteiro, assinou o Decreto nº 135, no qual criava o “Archivo Público Espírito-Santense”

Em comemoração ao aniversário de 112 anos de sua fundação, o Arquivo Público do Estado do Espírito Santo (APEES) irá realizar um ciclo de comunicações online com diferentes temas que abrangem a História e os acervos documentais. As transmissões ocorrerão entre a próxima terça-feira (14) e quinta-feira (16), às 17h30, no canal do Youtube: www.youtube.com/c/ArquivoPúblicoES-APEES.

Um pouco da nossa História

No dia 18 de julho de 1908 o presidente do Espírito Santo, Jerônimo Monteiro, assinou o Decreto nº 135, no qual criava o “Archivo Público Espírito-Santense”. Em fevereiro de 1909, Henrique Alves de Cerqueira Lima foi nomeado o primeiro diretor. Em 1910, o órgão foi oficialmente aberto ao público. Ao observar a grande quantidade de papéis, Jerônimo Monteiro relatou em um processo: “Os compartimentos do Arquivo Público já se mostram deficientíssimos para a guarda dos numerosos documentos a ele remetidos. Cogito de construir prédio apropriado, com espaço suficiente para melhorar a acomodação desse precioso repositório das nossas tradições.”  

Porém, a intenção de viabilizar um espaço próprio só foi concretizada no Governo de Florentino Avidos. A construção de um novo edifício, situado na Cidade Alta, para abrigar o “Archivo Público” e a Biblioteca Pública Estadual, teve início no ano de 1925. A sede atual do APEES, localizada à Rua Sete de Setembro, no Centro de Vitória, no qual o órgão encontra-se instalado desde 2010, também é repleta de história.

O seu projeto seguiu o desenvolvimento urbano e a expansão dos serviços públicos da capital capixaba. No início do século XX, Jerônimo Monteiro autorizou a construção do edifício para abrigar parte dos serviços de abastecimento de água e a convertedora de energia elétrica gerada pela Usina do Rio Jucu. Em 1927, a usina foi adquirida pela Companhia Central de Força Elétrica (CCBFE), que em 1968 tornou-se a Espírito Santo Centrais Elétricas (Escelsa).  

O aumento da demanda por eletricidade obrigou o Governo de Florentino Avidos a substituir a antiga convertedora por uma usina a diesel. Na garagem funcionava a oficina de bondes da CCBFE, que fornecia energia para o sistema de transporte urbano. No local eram feitos os serviços de fundição, mecânica, carpintaria, ferraria e pintura dos bondes, até a desativação em 1965. 

São 112 anos de história contada em diversos documentos, que abrangem desde o ano de 1768, tais quais processos, papéis oficiais, cartas, fotografias, negativos, livros, películas, fitas de áudio e vídeo, vinis, microfilmes, mapas e mídias digitais, que formam, em seu conjunto, uma das principais fontes para os estudos da história social, econômica, política e cultural do Espírito Santo.

Confira a programação das lives:

14 de julho (terça-feira)

Usos do passado: o APEES em questão

Tiago Braga 

Professor Doutorando do Departamento de Arquivologia - UFES

A Memória do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo Através da sua Institucionalização: o Recorte Constituído (1908-1981)

Luiz Carlos da Silva 

Professor Doutor do Departamento de Arquivologia - UFES

Mediador: 

Tiago Neves

Historiador do APEES e mestrando do PPGHIS-UFES

15 de julho (quarta-feira)

Entre afetos e documentos

Camila Mattos da Costa 

Arquivista - Doutoranda UFRJ

Eu, digital: perspectivas de tratamento para arquivos pessoais na contemporaneidade

Jorge Phelipe Lira de Abreu 

Mestre em Gestão de Documentos e Arquivos - Unirio

Mediador: 

Michel Caldeira

Arquivista e Historiador do APEES

16 de julho (quinta-feira)

A História por meio da Imprensa: contribuições dos periódicos para a História do Espírito Santo

Geisa Lourenço Ribeiro 

Professora do IFES - Campus Viana e Doutoranda da PPGHIS-UFES.

A importância dos jornais para a história do pós-abolição no Espírito Santo

Rafaela Domingos Lago 

Professora da Faculdade Novo Milênio e Doutora - UFES.

Mediadora: 

Jória Scolforo

Jornalista do APEES e doutoranda do PPGHIS-UFES.

 

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