O município de Águia Branca comemora amanhã (15/08) o “Dia do Colono Polonês”. Nesta data, também é comemorado o “Dia de Nossa Senhora de Częstochowa (Matko Boska Częstochowska / Padroeira da Polônia), conhecida no Brasil como “Nossa Senhora do Monte Claro”.
A Lei n° 171/1993, que instituiu o “Dia do Colono Polonês”foi aprovada por unanimidade na Câmara de Vereadores à época e sancionada em 19 de agosto de 1993 no mandato do ex-prefeito José Alves de Lima.
HISTÓRIA
A Polônia fora devastada pela Primeira Guerra Mundial. O convite para imigrar, com a promessa de terras próprias, verdes e férteis, era irrecusável.
Instalados em galpões; só depois da localização, medição e numeração dos lotes pela administração do núcleo de colonização, os poloneses puderam dar início aos trabalhos na região.
Era preciso começar pela derrubada da mata, preparar a terra para o plantio. Levantavam barracas provisórias para se abrigar.
Porque tinham vindos de um país cujas guerras e rebeliões eram devastadoras, de um país de pequena extensão territorial, o Brasil lhes pareceram, apesar dos pesares, um verdadeiro eldorado. Logo iniciaram os trabalhos na lavoura. Dedicaram-se às experiências, já bem sucedidas na Polônia, das pequenas propriedades agrícolas.
As primeiras cabeças de gado começaram a chegar. As lavouras começaram a prosperar.
Um dos grandes problemas era levar os produtos agrícolas e peles de animais para vender em Colatina e arredores. Percorriam por uma velha trilha, aberta pelos primeiros desbravadores. Dormiam debaixo das árvores, ameaçados pelos animais selvagens. Na volta, com o dinheiro recebido, traziam remédios, alimentos e tecidos.
A primeira igreja foi construída por iniciativa dos próprios poloneses. Católicos por tradição, a igreja foi dedicada a “Nossa Senhora do MonteClaro”.
CASA POLONESA
A cidade de Águia Branca, no Noroeste do Espírito Santo, recebeu a imigração dos primeiros poloneses no Estado no ano de 1928 e até os dias atuais, com cerca de 10 mil habitantes, cultiva a cultura desse povo alegre e acolhedor.
No dia 16 de fevereiro de 2006 foi inaugurado um espaço na cidade para guardar a história: O “Centro de Cultura Polonesa” (PolonijneCentrumKultury) que também é chamado de “Casa Polonesa” ou “MuseumImigrantPolska”.
A “Casa Polonesa” surgiu através de um projeto da EEEFM “Professora Ana Maria CarlettiQuiuqui”, antiga “Escola Águia Branca” em parceria com a Associação Polonesa de Águia Branca com a finalidade de resgatar, preservar e divulgar elementos da história da imigração polonesa no município. Possuiu um acervo diversificado com fotos, móveis, instrumentos de trabalhos, roupas, documentos diversos e dados históricos de personalidades que fizeram história no município, no Espírito Santo e no território brasileiro. A instalação do museu foi de importante relevância, já que a história da imigração polonesa nesta região estava praticamente extinta.
Os bens culturais que compõem o museu foram doados por diversas famílias de imigrantes poloneses. Estes bens representam os hábitos e costumes dos colonizadores do município de Águia Branca. O acervo é composto por indumentária, mobiliário, medalhas, armas, utensílios domésticos, fotografias e documentos escritos (passaportes, cartas das épocas, livros de orações, etc) .
INVENTÁRIO Dois mil itens, entre fotografias e documentos pessoais, que contam muito da história dos imigrantes poloneses no município de Águia Branca e no Estado estão reunidos em uma publicação: o “Inventário do Acervo Fotográfico da Associação Polonesa de Águia Branca”. O projeto cultural foi contemplado pelo Funcultura, por meio do Edital 13/2016.
Em formato impresso e digital, o catálogo dá continuidade ao processo de organização de acordo com o crescimento do acervo da associação e seu material foi doado de forma participativa pela comunidade do município. .png)