Última Hora

Peritos da Aeronáutica começam investigação sobre queda de helicóptero no ES

Peritos da Aeronáutica começam investigação sobre queda de helicóptero no ES

Engenheiro que pilotava a aeronave e uma mulher morreram no acidente. Helicóptero caiu em um terreno ao lado do local de pouso

A causa do acidente aéreo que matou o engenheiro de manutenção Octávio Schneider, de 68 anos, e a namorada dele, a empresária Lucimara Poleto, de 52, começou a ser investigada na manhã desta quinta-feira (7).

Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e peritos da Polícia Civil foram ao local da queda, em Vila Velha, para coletar dados.

A aeronave pilotada por Octávio saiu de Guarapari com destino ao Aeroclube do Espírito Santo (Aces), na Barra do Jucu, em Vila Velha, na manhã dessa quarta (6). Entretanto, por volta das 10h30, o helicóptero caiu em um terreno do Exército, ao lado do local de pouso. As vítimas receberam atendimento médico, mas não resistiram e morreram no local.

Os investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), do Cenipa, chegaram na noite de quarta no município. Não existe prazo para a conclusão dos trabalhos e nem para divulgação do resultado da perícia.

O gerente de segurança do Aeroclube, Marcus Nacif, acompanhou os trabalhos. Ele trabalhou por 13 anos na área de investigação de acidentes aéreos e explicou como será o procedimento de investigação.

“Eles vão fazer uma ação inicial para recolher documentos, entrevistar testemunhas e possivelmente levarão o motor da aeronave para uma análise técnica em laboratório. Isso vai levantar as hipóteses do que pode ter causado o acidente. A investigação da Aeronáutica é para levantar as hipóteses dos fatores que contribuíram para a queda e tomar medidas preventivas para que outros acidentes não ocorram”, informou Nacif.

Analisando as imagens que mostram o momento exato da queda da aeronave, Nacif acredita que pode ter ocorrido uma falha técnica ou que Octávio tenha passado mal. De acordo com o gerente de segurança, o engenheiro tinha 40 anos de experiência com aviação.

 

“Vendo as imagens, a gente achou que era alguma faísca saindo do helicóptero, mas depois vimos que não, que era algum reflexo do sol na cauda. A gente percebe que no final, a uns 10 metros do solo, ele faz uma manobra de frenagem do helicóptero e levanta o nariz do helicóptero na tentativa de amortecer, de frear aquela queda, mas foi muito em cima. Por isso a gente considera que pode ter acontecido um mal súbito, pela demora no tempo de reação”, explicou.

'A vida dele foi a aviação'

Amigo de Octávio, Marcus Nacif contou que os dois trabalharam juntos por cerca de 10 anos no aeroclube.

“Ele era um piloto experiente. A vida dele foi aqui no aeroclube e começou há 40 anos. Ele possuía aviões, lançava paraquedistas… a vida do Octávio foi a aviação”, declarou Nacif.

Entenda as etapas de investigação

  1. Coleta de Dados: militares especializados coletam os dados. Para isso, analisam os destroços, busca indícios de falhas, levanta hipóteses sobre performance da aeronave nos momentos finais do voo, fotografa detalhes, entrevista testemunhas e retira partes da aeronave para análise.
  2. Análise de Dados: os dados coletados são analisados, estabelecendo relações que levarão em conta diversos fatores contribuintes, sejam materiais (sistemas da aeronave e projeto), humanos (aspectos médicos e psicológicos) ou operacionais (rota, meteorologia entre outros).
  3. Apresentação dos resultados: o resultado da investigação é divulgado somente após a conclusão do relatório final, que é publicado no site do Cenipa. Ele identifica os fatores que contribuíram para o acidente e elabora as respectivas recomendações de segurança. Não há prazo para que ele seja elaborado.   (G1 / ES)

 

 

 

 

Anúncio

ENTRE EM CONTATO

Águia Branca/ES

(27) 9.99871599

onoticiarioab@gmail.com

Redes Sociais
Águia Branca Vip