Justamente quando se comemora os “150 anos da Proclamação de São José” como “Guardião Universal da Igreja Católica”, os aguiabranquenses que tem o santo como padroeiro não puderam celebrar ontem (19/03), o “Dia de São José”.
No ano passado as celebrações já foram bastante limitadas por causa da pandemia do novo coronavírus. Neste ano, na 54ª Festa do Padroeiro, infelizmente, pelo mesmo motivo não foi possível sequer uma manifestação de louvor ao Santo Padroeiro.
Os católicos sentiram falta da alvorada, da carreata, dos leilões, do almoço de confraternização, do “show de calouros”, das procissões e celebrações. Encontrar com os irmãos na fé das 41 comunidades também não foi possível. Participar da missa e ouvir a homilia do bispo D. Paulo Bosi Dal´Bó não deu. Escutar o hino tradicional em louvor ao santo protetor passou em branco. Sem contar que a tradicional corrida Rústica de São José pelo segundo ano consecutivel não pode acontecer. O sentimento foi de muita tristeza.
Somente pelas redes sociais, São José foi homenageado.
REFLEXÃO SOBRE SÃO JOSÉ
A Tradição Cristã sempre teve uma especial atenção à importância do “Sim” de Maria, mas nem sempre reconheceu com a mesma consciência a importância do “Sim” de José, o carpinteiro de Nazaré, a quem Maria estava prometida em casamento. Foi crucial a aceitação de José para que o plano da Salvação de Deus pudesse ser realizado. A Sagrada Escritura não esconde as dificuldades pessoais que São José precisou enfrentar ao receber o anúncio de que sua futura esposa, sem ter contato com homem algum, estava grávida.
O Evangelho dá a José o título de justo (Mt 1,19), termo raríssimo e concedido a pouquíssimos personagens na Sagrada Escritura. Justamente porque equivale à palavra “Santo”, que no Antigo Testamento é um atributo reservado somente a Deus (Ecle 7,20). Isso revela muito sobre a integridade, os valores e a santidade de vida de José. Era um homem fiel a Lei, observador dos mandamentos e preceitos da Torah. Por isso, com sua obediência a Deus, escuta a voz do anjo e não teme em aceitar Maria como esposa e assumir o Filho de Deus como seu próprio filho.