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Governo do Estado assina acordo com Fundação SOS Mata Atlântica para viabilizar Planos Municipais de Mata Atlântica

Governo do Estado assina acordo com Fundação SOS Mata Atlântica para viabilizar Planos Municipais de Mata Atlântica

O Acordo pretende viabilizar estudos e ações que possibilitem a elaboração dos Planos Municipais de Mata Atlântica

Com o objetivo atender os 78 municípios capixabas, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) e da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), assinou com a Fundação SOS Mata Atlântica, no início deste mês, o Acordo de Cooperação Técnica para implementação do Planos Municipais de Mata Atlântica. 

O Acordo pretende viabilizar estudos e ações que possibilitem a elaboração dos Planos Municipais de Mata Atlântica, afim de fortalecer as Unidades de Conservação públicas e privadas em todo o território capixaba e de promover o intercâmbio de informações sobre o monitoramento de qualidade de águas interiores em bacias e rios de interesse na região, como parte da estratégia de fortalecimento da atuação estadual para a conservação, promoção do uso sustentável e recuperação dos ecossistemas do bioma Mata Atlântica.

Segundo o último levantamento do uso do solo no Estado, entre os anos de 2012 e 2015, apontado pelo Atlas da Mata Atlântica, do Programa Reflorestar, o Espírito Santo tem 15,21% de sua cobertura formada por Mata Nativa, uma área total de 733 mil hectares de floresta preservada e mais 6,2% de Mata Nativa em estágio inicial de regeneração. O Acordo visa a mudar essa realidade.

Para o secretário de Estado do Meio Ambiente, Fabricio Machado, a parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica vai assegurar aos municípios envolvidos, entender profundamente suas respectivas áreas de mata atlântica, diagnosticando as demandas e construindo mecanismos de preservação e manutenção, com resultados mais otimizados.

“Com os planos municipais, será possível entender quais as causas do desmatamento local, por exemplo. Saber qual a vegetação nativa remanescente existe e até entender quais as áreas prioritárias e as formas de se utilizar a vegetação, os solos e os recursos hídricos. O Acordo vai ajudar na formação técnica das secretarias, vai contribuir nas ações de educação ambiental e até mesmo estimular a mobilização civil, até porque tudo será deliberado e aprovado pelos conselhos municipais de Meio Ambiente”, explicou o secretário Fabricio Machado.

Um dos componentes do Acordo do Governo do Estado com o SOS Mata Atlântica versa sobre o monitoramento da qualidade da água, atividade já realizada paralelamente pela fundação e pela Agerh no Espírito Santo. “Teremos uma integração entre o monitoramento que o Estado faz, por meio da Agerh, com o monitoramento que o SOS Mata Atlântica realiza com o Observando Rios, e isso dará maior precisão às avaliações das condições de qualidade da água, buscando sempre a sua melhoria, que é o nosso objetivo”, explicou o diretor-presidente do órgão, Fábio Ahnert.

A Lei Federal nº 11.428/2006, conhecida como Lei da Mata Atlântica, já aponta o compromisso de atuação mais ativa dos municípios na garantia de proteção às florestas. Com a implementação dos Planos Municipais, será possível estabelecer maior controle da supressão e da recuperação da cobertura florestal nativa nos respectivos territórios municipais.

A Seama, a Agerh e a Fundação SOS Mata Atlântica estão, atualmente, na fase de elaboração do roteiro metodológico para aplicação do Plano de Trabalho, no qual será possível identificar a forma de integração dos municípios e o papel de todos os atores envolvidos.

O secretário Fabricio Machado reforça que as prefeituras serão informadas quanto aos prazos para adesão ao projeto e aponta que a meta é ter 100% dos municípios capixabas com seus respectivos Planos Municipais de Mata Atlântica elaborados até o primeiro trimestre de 2023.

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