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Jacqueline Moraes participa de debate sobre Lei Maria da Penha em evento do MPES

Jacqueline Moraes participa de debate sobre Lei Maria da Penha em evento do MPES

Jacqueline Moraes falou sobre os desafios enfrentados para a proteção integral das mulheres no âmbito da violência doméstica e da violência de gênero

A vice-governadora do Estado, Jacqueline Moraes, participou na manhã desta sexta-feira (06) da abertura virtual do VIII Encontro Estadual sobre a Lei Maria da Penha, promovido pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid) e do Centro de Apoio Operacional Eleitoral (Cael). O debate reuniu cerca de 120 participantes.

Jacqueline Moraes falou sobre os desafios enfrentados para a proteção integral das mulheres no âmbito da violência doméstica e da violência de gênero. “Neste sábado, a Lei Maria da Penha completa 15 anos. Dentre os muitos motivos para celebrar este marco, está o de dar foco no real propósito da Lei Maria da Penha, que é combater a desigualdade de gênero. Mais do que ser a responsável pela punição do autor da violência, ela busca educar as vítimas e a sociedade sobre os diferentes tipos de abuso aos quais meninas e mulheres estão submetidas, além de apresentar caminhos para o enfrentamento a essa dura realidade”, afirmou.

A vice-governadora citou a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi para encerrar sua fala: “temos um mundo cheio de mulheres que não conseguem respirar livremente, porque estão condicionadas demais a assumir formas que agradem os outros.”

E completou: “a lei nos dá consciência, enquanto sociedade, sobre a necessidade de ajudarmos a mulher em situação de violência, e que essa ajuda não pode colocá-la em risco, mas que respeite o seu tempo e que a ajude a vencer seus medos e receios.”

A procuradora-geral de Justiça, Luciana Andrade, lembrou que a Lei Maria da Penha, a Lei 11.340 de 2006, é um marco legal brasileiro de repúdio à violência contra as mulheres. “A Lei Maria da Penha é resultado de uma luta histórica de movimentos feministas, tendo como expressão maior, e por isso leva popularmente o seu nome, uma mulher também integrante desse movimento, que sofreu no próprio corpo as dores e as marcas dessas agressões, que, por conta da sua força, não perdeu a própria vida, se recuperou, ainda que com graves sequelas, e se mantém reverberando palavras e ações. É Maria da Penha, que assim como tantas Marias, Joanas, Luzias, Anas, enfim, infindáveis mulheres vítimas de violência, se mantém firme na resistência”, destacou.

Luciana Andrade ressaltou ainda que a violência de gênero contra a mulher é entendida como problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Estudos da entidade apontam índices entre 20% e 75% desse tipo de agressão em diferentes sociedades. Em meio à pandemia ds Covid-19, também aumentaram os casos de violência de gênero. “Não obstante a legislação vigente há 15 anos, ainda se apresenta um longo e árduo caminho a percorrer, porquanto os dados de números de mulheres mortas e agredidas em suas relações de afeto, dentro de suas casas ou fora dela ainda são assustadores”, pontuou.

A coordenadora do Nevid, promotora de Justiça Cristiane Esteves Soares informou que o Encontro Estadual da Lei Maria da Penha faz parte do calendário do núcleo desde 2013. “Esse evento se destina a todos que atuam no enfrentamento às violências de gênero contra as mulheres visando a colaborar com a disseminação do conhecimento das legislações relacionadas à temática”, explicou.
 

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