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Aprovado cadastro de condenados por crimes contra mulheres

Aprovado cadastro de condenados por crimes contra mulheres

Projeto de iniciativa do presidente Marcelo Santos foi aprovado por unanimidade pelo Plenário em sessão extraordinária (Foto: Lucas S. Costa)

Em sessão extraordinária realizada na manhã desta quarta-feira (21), os deputados aprovaram por unanimidade proposta do presidente Marcelo Santos (União) para criar, no Espírito Santo, o cadastro de condenados por estupro e o de condenados por crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher. “(...) é mais um passo importante para proteger nossas mulheres e garantir que aqueles que cometem esses crimes sejam monitorados e responsabilizados”, afirmou Marcelo. O Projeto de Lei (PL) 267/2024 segue agora para análise do governador Renato Casagrande (PSB).

Tramitando em urgência, a matéria recebeu parecer favorável da deputada Iriny Lopes (PT), relatora nas comissões reunidas de Direitos Humanos, Segurança e Finanças. O colegiado de Justiça já havia dado parecer pela constitucionalidade da iniciativa, que encontra respaldo em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Proteção de dados

Em seu relatório, a petista sugeriu a adição de uma emenda, em observância à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei Federal 13.709/2018), que nesses casos determina a preservação dos dados dos agressores, mantendo-os em sigilo, com posse somente pelas autoridades competentes. A emenda foi acatada tanto nas comissões reunidas quanto no Plenário. Logo após a aprovação, o presidente encaminhou a matéria para a votação da redação final na Comissão de Justiça, que também acolheu por unanimidade o PL com a adição da sugestão da relatora.

Iriny ressaltou o caráter preventivo da proposição em sua relatoria. “Eu vou encaminhar pela aprovação da matéria, é importante ter o dado sobre o agressor, até porque nos casos de reincidência, fica muito mais fácil localizar o agressor e proteger a vítima, se for a mesma da agressão anterior, ou uma nova vítima”, destacou a deputada.

Segundo Marcelo Santos, a proposta vai ao encontro do contexto alarmante de violência contra a mulher, especialmente no Espírito Santo, onde, apesar da redução dos homicídios dolosos desde 2020, os casos de agressão continuam a crescer. Conforme o Painel de Monitoramento da Violência contra Mulher, do governo do Estado, em 2024, até julho, foram 1.318 registros de violência doméstica, 1.244 a mais do que o mesmo período no ano passado. 

“É inadmissível que casos de violência e feminicídio continuem ocorrendo como se fossem algo comum em nossa sociedade. Precisamos atuar com firmeza para mudar essa realidade, fortalecendo as políticas públicas, garantindo a proteção das vítimas e punindo severamente os agressores”, destacou o presidente. 

Reestruturação da Secti

A outra matéria aprovada na sessão ordinária foi o Projeto de Lei Complementar (PLC) 29/2024, que modifica a estrutura organizacional básica da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti). De acordo com o governo do Estado, proponente do projeto, a medida está inserida no ES Mais Inteligente, custeado por meio de empréstimo junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). A matéria recebeu 23 votos a favor e um contra.

A deputada Camila Valadão (Psol), ao encaminhar pelo voto favorável ao PLC como líder de partido, alertou para a criação de mais cargos comissionados no âmbito do Poder Executivo. “Quero só fazer uma ressalva, nós vamos seguir o voto do relator, mas eu acho importante registrar que essa é uma secretaria e esse processo de reestruturação está criando mais cargos comissionados. E é uma secretaria que apenas 30% são efetivos. Então considero importante fazer esse registro na defesa de concurso público para os servidores públicos, invertendo essa lógica dos cargos comissionados”, ponderou a parlamentar.

Veto

Antes da sessão extraordinária, o Plenário realizou ordinária e acatou o veto total do governo ao PL 150/2019, que obrigata a execução do Hino Nacional e do Hino do Espírito Santo, além de outros de exaltação à Pátria, em todas as escolas públicas e privadas de ensino fundamental e de ensino médio. O veto à matéria do deputado Capitão Assumção (PL) foi mantido por 12 votos a 7.

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