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PL quer regulamentar uso de spray de pimenta para autodefesa

PL quer regulamentar uso de spray de pimenta para autodefesa

Proposição prevê acesso gratuito ao spray para mulheres com medida protetiva vigente

O deputado estadual Alcântaro Filho (Republicanos) apresentou o Projeto de Lei (PL) 843/2025, que dispõe sobre a regulamentação da comercialização e do uso de sprays de extrato vegetal, como o de pimenta, para fins de autodefesa feminina no Espírito Santo. A proposta estabelece regras claras para a venda, o uso e o acesso ao produto, com foco na proteção das mulheres e no enfrentamento à violência de gênero.

De acordo com o texto, fica instituída uma política pública estadual para disciplinar o uso desses sprays como instrumento de defesa pessoal. O projeto define parâmetros técnicos para o produto, como concentração máxima de 20%, embalagens de até 70 gramas para uso civil e a classificação de frascos acima de 50 ml como uso restrito às forças de segurança.

A proposta também regulamenta a comercialização, que deverá ocorrer exclusivamente em farmácias e drogarias, mediante identificação do comprador. A venda será limitada a até duas unidades por pessoa ao mês, com idade mínima de 18 anos. Jovens a partir de 16 anos poderão adquirir o produto desde que apresentem autorização formal dos responsáveis.

Um dos principais pontos do projeto é a garantia de acesso gratuito ao spray para mulheres com medida protetiva vigente, com custeio pelo Estado. Nesses casos, o texto prevê o ressarcimento obrigatório pelo agressor, enquanto durar a decisão judicial, como forma de responsabilização e reforço às medidas de proteção.

O projeto estabelece ainda que o poder Executivo deverá regulamentar a lei no prazo de 90 dias a partir da publicação, podendo firmar parcerias com órgãos públicos, universidades e entidades especializadas para a realização de campanhas de conscientização e capacitação sobre o uso responsável do produto.

Na justificativa, Alcântaro Filho destaca que a iniciativa busca oferecer um recurso legal, acessível e preventivo de autodefesa, especialmente diante dos altos índices de violência doméstica e urbana. Segundo o parlamentar, a proposta adota parâmetros técnicos inéditos no país e reafirma o compromisso do Estado com a proteção das mulheres capixabas e o enfrentamento à violência de gênero.

Tramitação

A matéria será apreciada pelas comissões de Justiça, de Direitos Humanos, de Segurança, de Defesa do Consumidor e de Finanças.

Confira detalhes do projeto

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