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Assembleia alinha reestruturação de carreira de professores da Fames

Assembleia alinha reestruturação de carreira de professores da Fames

Proposta debatida deve ser incluída na pauta de votações para análise de deputados ainda esta semana (Foto: Rodrigo Subtil)

O presidente da Assembleia Legislativa (Ales), deputado Marcelo Santos (União), e a presidente da Comissão de Cultura, deputada Iriny Lopes (PT), receberam nesta segunda-feira (9), na Presidência da Casa, o diretor-geral da Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames), Fabiano Costa, e representantes da instituição para tratar do Projeto de Lei Complementar (PLC) 35/2025.

A proposta, de autoria do Poder Executivo, prevê a reestruturação da carreira dos professores da Fames, com o objetivo de aproximar a remuneração dos docentes à do magistério estadual. O encontro teve como foco o alinhamento do texto do projeto após negociações entre o governo e a categoria. A expectativa é de que a proposta seja incluída na pauta da sessão desta terça (10) e analisada em regime de urgência.

Segundo a deputada Iriny Lopes, o PLC é essencial para corrigir uma distorção histórica. “É um projeto extremamente importante, porque a única faculdade estadual que nós temos no Espírito Santo é a Faculdade de Música. E os profissionais, os professores, ganham menos atualmente do que os demais professores da rede pública estadual”, afirmou.

A parlamentar destacou ainda que a defasagem salarial impacta diretamente a permanência dos profissionais na instituição. “Várias pessoas que passavam no concurso iam fazer outro concurso e ir embora, porque o salário é muito baixo. E a Fames é a segunda maior estrutura de música do Brasil. Os servidores não estavam sendo tratados à altura do que produzem”, disse.

Iriny explicou que, após a retirada temporária do projeto para negociações, houve acordo entre o governo e os servidores, acompanhado pelo sindicato. “Eles vieram solicitar que a Assembleia faça a sua parte, votando em regime de urgência, para que possam receber dignamente, de acordo com a importância do trabalho que desenvolvem no Estado”, completou.

Segundo a deputada, os representantes demonstraram satisfação com o diálogo. “O diretor-geral, Fabiano Costa, estava presente, e os professores agradeceram à Casa e ao presidente Marcelo pela abertura e pelo atendimento às demandas”, concluiu a petista.

Fabiano Costa falou sobre a importância que essa valorização terá para a categoria. “É um avanço histórico: justo, isonômico e sustentável. Valorizamos quem já está conosco e atraímos novos talentos com uma carreira digna e promissora", disse o gestor.

O projeto

Conforme o PLC 35, as carreiras serão reestruturadas em 15 referências (atualmente são 16), com percentual de progressão de 2% e com efeitos financeiros retroativos a 1º de junho de 2025. Ao longo da carreira, um professor pode acumular mais 32% só por evolução interna.

Na nova tabela, os salários iniciais das carreiras são: R$ 10 mil (professor titular); R$ 7,4 mil (adjunto); R$ 5,7 mil (assistente); e R$ 5,4 mil (auxiliar). A remuneração final é igual para todos os cargos (R$ 13,2 mil). Porém, cada cargo tem um número de níveis a serem percorridos. No caso, os professores titulares, em tese, conseguem atingir mais rápido o final da carreira, seguidos dos adjuntos, depois dos assistentes e, por fim, dos auxiliares de ensino.

O projeto também explicita que os servidores atualmente enquadrados na referência 16 serão posicionados na última referência da nova tabela e não terão redução em suas remunerações. A repercussão financeira anual estimada é de R$ 1,4 milhão.

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