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Colatina aponta crime ambiental em descarte de líquido colorido no Rio Doce

Colatina aponta crime ambiental em descarte de líquido colorido no Rio Doce

Moradores relatam que substância com tons esverdeados e avermelhados é despejada diariamente no rio há cerca de um ano (Crédito: Célio Ferreira)

Líquidos coloridos vêm sendo descartados no Rio Doce, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, conforme flagrou a reportagem da TV Gazeta Noroeste na quarta-feira (13). O material, com tons esverdeados e avermelhados, é despejado por um cano às margens do rio. Segundo a prefeitura, a situação pode configurar crime ambiental.

O descarte, cuja origem ainda é desconhecida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, tem causado preocupação entre moradores da região. De acordo com relatos, o problema ocorre diariamente há cerca de um ano.

"Todos os dias, por volta de 13h e 13h30, eles liberam essa cor aí. Nem sabemos dizer o que é. Fico preocupado, querendo entender o que está acontecendo e se seria possível evitar essa situação." (Romilson Caleari, aposentado)

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Estevão Bravin, a empresa responsável pelo descarte irregular ainda não foi identificada. As equipes realizam fiscalizações para localizar a origem do material e autuar os responsáveis em flagrante. 

Após a identificação da empresa, a prefeitura deverá exigir medidas urgentes para interromper a poluição no rio.

De acordo com a apuração do repórter Enzo Teixeira, a tubulação por onde o líquido é despejado integra a rede do Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (Sanear). No entanto, o secretário explicou que o tratamento desse tipo de resíduo é de responsabilidade da empresa que o produz, antes do lançamento na rede pública.

Para que o descarte ocorra de forma regular, o material precisa passar por processos de separação e tratamento dentro da própria indústria.

Nesta quinta-feira (14), equipes técnicas da Secretaria de Meio Ambiente continuaram realizando fiscalizações no local. A reportagem de A Gazeta entrou em contato com o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e aguarda retorno.

A orientação da prefeitura é para que moradores acionem a Ouvidoria Municipal ou a Secretaria de Meio Ambiente caso presenciem novos descartes irregulares na região.

(Fonte: A Gazeta)

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