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Dia Mundial do Leite destaca sustentabilidade da pecuária leiteira capixaba

Dia Mundial do Leite destaca sustentabilidade da pecuária leiteira capixaba

A pecuária leiteira capixaba tem avançado em direção a sistemas cada vez mais eficientes, tecnificados e sustentáveis

Celebrado em 1º de junho, o Dia Mundial do Leite reforça a importância da cadeia leiteira para o Espírito Santo e evidencia iniciativas como o Currículo Mínimo de Sustentabilidade para a Pecuária Leiteira Capixaba, voltado à melhoria contínua da atividade no Estado.

Presente diariamente na alimentação das famílias e na rotina de muitos produtores rurais, a atividade leiteira tem relevância econômica e social no Espírito Santo, contribuindo para a geração de renda, fortalecimento da agricultura familiar, permanência das famílias no campo e desenvolvimento das diversas regiões do Estado.

A pecuária leiteira capixaba tem avançado em direção a sistemas cada vez mais eficientes, tecnificados e sustentáveis. Nesse contexto, sustentabilidade vai além da preservação ambiental: envolve também gestão da propriedade, qualidade de vida no campo, bem-estar animal, sucessão familiar, responsabilidade econômica e inclusão social.

Currículo Mínimo de Sustentabilidade

Um dos destaques desse processo é o Currículo Mínimo de Sustentabilidade para a Pecuária Leiteira Capixaba, ferramenta desenvolvida pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em parceria com a Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) – Campus Santa Teresa.

A ferramenta foi criada para orientar técnicos e produtores rurais na avaliação e melhoria contínua dos sistemas de produção de leite no Estado. O currículo reúne indicadores organizados em três eixos — econômico, social e ambiental — permitindo um diagnóstico detalhado das propriedades rurais e apontando caminhos para evolução da atividade.

Para cada indicador, a ferramenta apresenta parâmetros claros de desempenho classificados em níveis crítico, intermediário ou desejável. A proposta é oferecer uma visão ampla da propriedade, auxiliando o trabalho de assistência técnica e extensão rural na construção de sistemas produtivos mais equilibrados, resilientes, eficientes e sustentáveis. 

O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destaca que o conceito de sustentabilidade aplicado à pecuária leiteira vai muito além da questão ambiental.

“A sustentabilidade precisa ser entendida de forma ampla. Não estamos falando apenas da preservação ambiental, mas também da capacidade da propriedade gerar renda, promover qualidade de vida para as famílias rurais e garantir sucessão no campo. O Currículo Mínimo ajuda justamente nesse olhar integrado, permitindo identificar oportunidades de melhoria e fortalecer a atividade leiteira capixaba de forma duradoura”, ressaltou o secretário.

Assistência técnica

Além de apoiar a tomada de decisão nas propriedades, a ferramenta fortalece o trabalho da assistência técnica e contribui para a formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável da cadeia leiteira capixaba, alinhando produtividade, competitividade e responsabilidade socioambiental.

Para a gerente de Projetos de Pecuária da Seag, Michele Bastos, o Dia Mundial do Leite também representa um momento de valorização dos produtores rurais e de reconhecimento da importância das políticas públicas voltadas ao fortalecimento da cadeia leiteira.

“Temos trabalhado para desenvolver ações e projetos que contribuam para uma pecuária leiteira cada vez mais eficiente, sustentável e competitiva. O fortalecimento da assistência técnica, a busca por inovação, o incentivo à gestão das propriedades e o apoio aos produtores são fundamentais para garantir renda no campo, qualidade de vida para as famílias rurais e sustentabilidade para a atividade leiteira capixaba”, afirmou.

Pecuária leiteira

Em 2024, a produção de leite no Espírito Santo alcançou 349,5 milhões de litros, com valor de produção de R$ 835,8 milhões. A atividade está distribuída por praticamente todo o território capixaba, com destaque para Ecoporanga, maior produtor estadual, com 24,6 milhões de litros, equivalente a 7,03% do total. Na sequência aparecem Mucurici com 14,7 milhões de litros (4,22%), Alegre com 14,1 milhões de litros (4,02%), Presidente Kennedy com 13,9 milhões de litros (3,98%) e Nova Venécia com 12,6 milhões de litros (3,61%), evidenciando uma cadeia produtiva relevante e regionalmente diversificada no Estado.

 

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