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Julgamento do STF reforça trabalho de Majeski para retomada de investimento bilionário na educação

Julgamento do STF reforça trabalho de Majeski para retomada de investimento bilionário na educação

Majeski reforça que desde 2011 já foram mais de R$ 5,6 bilhões computados irregularmente como investimentos e que fazem muita falta à educação

A educação pública capixaba está cada vez mais perto de receber um investimento bilionário para melhorar as condições de ensino dos alunos e de trabalho dos profissionais da Rede Estadual de Ensino.

Nesta segunda-feira (17), o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5719, confirmando a irregularidade na manobra realizada pelo Estado de São Paulo ao computar valores gastos com o pagamento de aposentados como investimento mínimo constitucional em educação. O relator foi o ministro Edson Fachin.

O placar de 10 a zero expôs o voto da ministra Rosa Weber, que é a relatora da ADI 5691, que tramita no STF desde 2017, a partir de uma denúncia feita pelo deputado estadual Sergio Majeski (PSB) à Procuradoria Geral da República (PGR) contra a manobra realizada pelo Governo do Espírito Santo, que desde 2011 também computa o pagamento de inativos dentro dos 25% do Orçamento estadual para investimentos em educação, desrespeitando a Constituição Federal.

“Já são quase 10 anos de investimentos deficitários que fazem muita falta à educação pública capixaba. Se a lei fosse cumprida nesse período seria possível melhorar a infraestrutura das escolas, favorecendo o aprendizado dos alunos, e aumentar o salário dos professores e dos outros profissionais da educação, por exemplo. Em junho já houve decisão da mesma natureza contra a manobra realizada pelo Governo de Alagoas e agora essa de São Paulo. Recentemente a ministra Rosa Weber autorizou o Ministério Público de Contas e o Sindipúblicos a fornecerem informações para fundamentar a ADI que envolve a situação capixaba e agora o processo já está concluso à relatoria. Estamos nesse trabalho desde 2017 e esperamos que finalmente a administração estadual volte a cumprir a Constituição”, destaca Majeski.    

De 2011 a 2019 foram R$ 5,212 bilhões e de janeiro a junho de 2020, de acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda do Espírito Santo (Sefaz), são mais R$ 428 milhões em pagamentos de inativos, computados como Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), em desacordo com o Manual dos Demonstrativos Fiscais do Tesouro Nacional e com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Caso o valor utilizado em 2020 fosse desconsiderado dos investimentos com MDE, segundo a própria Sefaz o percentual de aplicação sobre a receita líquida de impostos até junho está bem abaixo dos 25% determinados pela Constituição e seria de apenas 18,88%.

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