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Deputada quer cota para mulheres em programas habitacionais

Deputada quer cota para mulheres em programas habitacionais

Iriny Lopes propõe que pelos menos 8% das unidades de programas habitacionais de cunho social sejam reservadas a mulheres sob risco de violência

Mulheres em situação de violência doméstica ou responsáveis por crianças, idosos e pessoas com deficiência poderão ter direito a uma cota que contemple pelo menos 8% das vagas em programas habitacionais mantidos pelo poder público estadual. Tal medida consta no Projeto de Lei (PL) 101/2026, assinado pela deputada Iriny Lopes (PT).

Iriny defende que a iniciativa visa garantir prioridade de acesso à habitação para esse público. “O acesso à moradia segura representa instrumento fundamental para que a mulher possa romper com o ciclo de violência, reconstruir sua autonomia e garantir proteção a seus filhos e dependentes”, explica na mensagem da proposição.

Nos termos do PL, mulheres em situação de violência são aquelas abrangidas pela Lei Maria da Penha e a comprovação deverá ser feita por meio de pelo menos um dos seguintes documentos: cópia de boletim de ocorrência policial, decisão da Justiça concedendo medida protetiva, além de relatório de órgãos que integram a rede de proteção à mulher.

Em casos de riscos iminentes a elas e seus dependentes, o texto prevê a possibilidade de tramitação prioritária dos processos administrativos e avaliação das documentações – sempre com sigilo dos dados pessoais – para viabilizar  iniciativas como aluguel social até que seja concretizado o acesso ao programa habitacional.

Tramitação

A matéria será analisada pelos colegiados de Justiça; de Direitos Humanos; de Assistência Social e de Finanças.

Veja a tramitação da proposta

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