Justiça interroga hoje policiais militares réus por morte de mecânico em Mantenópolis

Justiça interroga hoje policiais militares réus por morte de mecânico em Mantenópolis

Na foto acima, o cabo da Polícia Militar, Allyson Augusto de Miranda, de 33 anos, é acusado de ter efetuado o disparo que atingiu a nuca do mecânico Gustavo Barbosa Batista, de 22 anos (Crédito: Montagem Rede Notícia)

A Justiça ouve às 15h desta terça-feira (7) os cabos da Polícia Militar Allyson Augusto de Miranda e Bruno Costa Oliveira, réus pela morte do mecânico Gustavo Barbosa Batista, de 22 anos, assassinado com um tiro na nuca durante uma abordagem policial em novembro de 2024, em Mantenópolis, no Noroeste do estado. Os militares respondem pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual. O Ministério Público explicou que essa fase é a audiência de instrução e julgamento para o interrogatório dos réus.

A vítima, Gustavo Barbosa Batista, de 22 anos (Crédito: Acervo Pessoal)

A marcação do interrogatório foi feita pelo juiz Marcelo Menezes Loureiro. A movimentação processual estava parada há seis meses, desde 23 de janeiro deste ano.

O Ministério Público informou que “trata-se, em tese, da última audiência desta etapa processual. Após a sua realização, deverão ser observadas as fases processuais seguintes, incluindo a apresentação das alegações finais pelo Ministério Público e pela Defesa. Em seguida, caberá ao Juízo proferir a decisão cabível, que poderá definir se os acusados serão ou não submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri”.

O cabo da Polícia Militar Allyson Augusto de Miranda é acusado de ter efetuado o disparo que atingiu a nuca do mecânico Gustavo Barbosa Batista, de 22 anos (Crédito: Redes Sociais)

De acordo com as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público, no dia do crime os policiais teriam inventado uma história, registrada em um Boletim de Ocorrência manipulado, afirmando que uma mulher os teria parado na cidade de Mantenópolis relatando um suposto acidente no distrito de São José, onde um rapaz estaria morto. O centro da cidade e o distrito, localizado na zona rural, ficam a uma distância de cerca de 7 quilômetros.

POLICIAIS CRIARAM NARRATIVA EM BOLETIM, DIZ INVESTIGAÇÃO

Segundo a investigação da Polícia Civil, a versão dos PMs contrasta com os fatos, já que há indicíos de que os policiais teriam emendado uma perseguição ao jovem que estava de moto, após ele desobedecer a uma ordem de parada. Foi então que o cabo Allyson Augusto de Mirada, apontado como o executor, efetuou disparos de arma de fogo contra o motociclista. Um dos tiros acertou a nuca, em um disparo feito pelas costas do jovem. O tiro foi constatado por um médico legista do SML de Colatina, desmontando a versão dos militares.

Corpo da vítima foi sepultado em Alto Rio Novo no dia 15 de novembro de 2024 (Crédito: Acervo Familiar)

A Rede Notícia teve acesso a Declaração de Óbito da vítima assinada por um médico legista do SML de Colatina. Nele é descrito que a morte do jovem Gustavo foi em decorrência de “paralisia bulbal, lesão perfurocontusa bulbar, e ferimento perfuro contudente por Perfuração por Arma de Fogo (PAF)”, descartando a possibilidade de acidente registrada pelos policiais militares que participaram do fato.

Declaração de Óbito confirma que vítima foi morta por tiro na nuca (Crédito: Obtida pela Rede Notícia)

DEFESA

A reportagem tenta localizar a defesa dos réus. Este espaço segue aberto para manifestação.

(Fonte: Rede Notícia)

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