O Ministério Público (MPES) denunciou por duplo homicídio culposo — quando não há a intenção de matar — José Carlos Batista de Mello. Ele dirigia o carro que caiu em uma ribanceira, acidente que resultou na morte de dois jovens, alunos do Ifes campus Santa Teresa: Raysla Hérlem Rangel de Oliveira, que não teve a idade divulgada, e Jessé Araújo Martins dos Santos, de 18 anos. A tragédia aconteceu no dia 11 de maio de 2025, às margens da rodovia ES 261, na altura de Saltinho, em Santa Teresa, na Região Serrana do estado.
Segundo a Polícia Militar, no dia do acidente a corporação foi chamada para atender a ocorrência. O solicitante relatou que o veículo envolvido havia caído em uma ribanceira e que duas pessoas precisavam de socorro. No local, uma equipe do Samu já prestava atendimento médico. De acordo com a PM, uma testemunha contou que o jovem de 18 anos ainda apresentava sinais vitais quando foi encontrado, mas morreu logo depois. Os policiais militares aguardaram a chegada do Corpo de Bombeiros, que foi acionado para retirar a segunda vítima que já estava sem vida.
A PM informou ainda que o motorista do veículo, de 68 anos, identificado como José Carlos Batista de Mello, também recebeu atendimento dos profissionais de saúde e foi levado de ambulância para o hospital. O veículo, um Fiat Strada, despencou da ribanceira. O condutor realizou o teste do bafômetro, que deu resultado positivo para o consumo de álcool. Por conta disso, ele foi conduzido para a Delegacia de Aracruz.
O Corpo de Bombeiros confirmou que foi acionado para a ocorrência. No local, os bombeiros constataram que a picape havia descido a ribanceira. A jovem morreu ainda dentro do carro. O outro passageiro chegou a ser levado para a ambulância do Samu, mas não resistiu aos ferimentos. O motorista do carro precisou ser retirado das ferragens pelos bombeiros antes de ser socorrido.
Na época, a Polícia Civil informou que o condutor do veículo foi levado à Delegacia Regional de Aracruz e autuado em flagrante por praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor por duas vezes. Após os procedimentos da polícia, ele foi encaminhado ao sistema prisional.
Não há informações sobre se a denúncia já foi aceita ou não pela Justiça, pois o processo corre em segredo de Justiça. A reportagem procurou o Tribunal de Justiça (TJES) para entender o motivo do sigilo do caso e também tenta localizar a defesa do motorista. O espaço segue aberto para manifestação.